Hoje vais perder uma hora de sono. É assim que as coisas são, mas porquê?

Está a chegar o horário de verão e quando for 1h00 da manhã terá de avançar o seu relógio uma hora – o mesmo conselho aplica-se aos Açores, que durante o ano todo já vive com uma diferença de uma hora em relação à Madeira e a Portugal Continental.

É certo que ninguém gosta de uma hora de sono perdida, mas o novo horário vai durar até finais de outubro. E, pelo meio, se o verão for generoso, lá mais para a frente até poderá desfrutar de um dia agradável de sol ao ponto de, a dada altura, o seu relógio já estar a dizer que é de noite quando, na verdade, ainda vê a luz do sol. Mas por que razão fazemos isto?

A ideia já é antiga e foi sendo adaptada ao longo dos anos até chegar ao que temos hoje em dia: mais de 70 países que, duas vezes por ano, mudam a hora nos relógios.

O político e inventor norte-americano Benjamin Franklin foi um dos percursores desta ideia. Foi em 1784, num ensaio publicado pelo Journal de Paris, que Benjamin Franklin sugeriu que esta ideia de mudar o relógio para aproveitar mais horas de sol no verão poderia ser uma ajuda à carteira.

Na altura, as noites não eram iluminadas por conta da eletricidade mas a ‘conta da luz’ chegava igualmente, pelos gastos extra que havia em matéria-prima. Como em tantas outras coisas da nossa vida, foi a poupança a ditar a escolha.

Durante anos, William Willett, que fez parte da Sociedade Astronómica Real do Reino Unido, tentou convencer as pessoas a seguirem esta ideia. Acabou por consegui-lo. Infelizmente, morreu pouco antes.

Foi só em 1916, na Alemanha, em plena Primeira Guerra Mundial, que a mudança de hora foi aplicada por um país. A poupança – nomeadamente de combustível – estava mais uma vez na origem da ideia e, num Velho Continente em guerra (Portugal incluído), seguiram-se outros países que não quiseram ficar atrás.

A medida foi sendo debatida e readaptada ao longo das décadas mas a tendência pegou em boa parte do planeta, ainda para mais desde que o fenómeno se uniformizou nos anos 70 (altura em que a crise do petróleo serviu de motivação).

Este ano não será exceção. A hora volta a mudar já na próxima madrugada, como manda a lei.

A coisa é naturalmente virtual: é só a hora dos relógios que muda, não o tempo propriamente dito. E a verdade é que muitos smartphones e computadores até fazem este trabalho sozinhos, sem precisar da nossa ajuda.

Seja como for, não há como fugir: atrás desta mudança de hora segue Portugal inteiro. Por isso o melhor mesmo é não se esquecer de acertar o relógio, para não correr o risco de falhar nenhuma combinação. É que uma hora de diferença ainda faz a diferença.

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