PJ tem “gente no terreno” para averiguar alegado abuso sexual no Porto

A Polícia Judiciária tem inspetores “no terreno” para averiguar o caso de uma rapariga que foi alegadamente vítima de abusos dentro de um autocarro, durante a Queima das Fitas do Porto, evento que terminou domingo.

 

“Temos gente no terreno. Estamos a recolher elementos para ver se há matéria para investigação. Neste momento ainda não foi instaurado nenhum inquérito”, disse à Lusa fonte da Judiciária ligada ao processo, acrescentando que este caso será considerado um crime é semipúblico e, por essa razão, depende de queixa criminal para se avançar com uma investigação.

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A edição de hoje do jornal Correio da Manhã (CM) divulga uma “alegada violação num autocarro do Porto” que, de acordo com “testemunhos e comentários que circulam em várias redes sociais, se terá passado durante a Queima das Fitas, que decorreu entre 07 e 14 de maio”.

Fonte da PSP do Porto informou hoje que recebeu um e-mail “de um cidadão” a denunciar a situação, que foi filmada e partilhada nas redes sociais.

De acordo com a mesma fonte, as diligências feitas pela PSP até ao início da tarde, na sequência da denúncia, não permitiram encontrar registos de qualquer queixa relacionada com o alegado abuso.

A Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) abriu hoje um processo para analisar a divulgação, por parte do CM, de um vídeo com um “alegado abuso sexual sobre uma jovem” num autocarro do Porto.

O Conselho Deontológico do Sindicato dos Jornalistas, por seu turno, condenou a divulgação pelo jornal e pela televisão do CM do vídeo onde se mostra um alegado abuso sexual de uma jovem num autocarro do Porto.

Fonte da Federação Académica do Porto disse à Lusa que até às 19:00 de hoje não tinham recebido qualquer queixa relacionada com o caso, contudo, adianta a mesma fonte, qualquer análise da situação será da “alçada das autoridades judiciárias”

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