Porto é “inebriante”, elogia a National Geographic

Porto é “inebriante”, elogia a National Geographic




Embora mais conhecido pelo seu vinho, o Porto é, por si só, um “destino inebriante”. O elogio é da revista britânica National Geographic, que, recentemente, dedicou um artigo à “emergente” cidade Invicta.
Embora mais conhecido pelo seu vinho, o Porto é, por si só, um “destino inebriante”. O elogio é da revista britânica National Geographic, que, recentemente, dedicou um artigo à “emergente” cidade Invicta, que tem contrariado a crise económica com a oferta de novas diversões aliada à preservação do seu “velho charme”.

Gavin Haines, jornalista que assina a crónica publicada, em meados de Maio, na National Geographic, diz ter conhecido o Porto pela primeira vez em 2003, quando as grandes cidades europeias, com os seus preços proibitivos, ameaçavam deixá-lo “com pouco mais do que um bilhete de Inter-Rail” e a sua mochila às costas.

“O Porto, uma cidade adorável e generosa, cuidou de mim. Colocou-me um telhado sobre a cabeça, comida na barriga e música nos ouvidos pelo preço de um café e de um bolo em Paris. Em suma, vendeu-me o fascínio e a sofisticação da Europa Ocidental aos preços da Europa de Leste”, recorda Haines.

Desde então, afirma o cronista, o Porto passou por tempos difíceis devido à crise económica e à ascensão do desemprego, “mas, impulsionada pelo turismo, a cidade, em especial a zona da Baixa, tem vindo a transformar-se nos últimos anos”.

“As novas rotas das companhias ‘low-cost’ e um novo terminal de cruzeiros tornaram mais fácil do que nunca visitar a segunda maior cidade portuguesa que, sinceramente, é um dos mais agradáveis locais de todo o Continente europeu para passar um fim-de-semana”, garante Haines.

O jornalista da National Geographic destaca a “nova vida” da Invicta, que se movimenta, em especial nas ruas Galeria de Paris, Cândido dos Reis e Conde de Vizela, que costumavam ser reduto de “prostitutas e viciados” e, agora, “estão cheias de bares, restaurantes e lojas”.

Mas não só ao centro do Porto se estende o amor de Haines: o cronista é, também, um apreciador dos subúrbios – de Gaia a Matosinhos e à Foz -, “que é preciso visitar para entrar, verdadeiramente, sob a pele da cidade”.
Da Livraria Lello às francesinhas

Também para os amantes das compras a Invicta é uma boa escolha. “No Porto não faltam comerciantes independentes, o que torna a cidade uma alegria para os compradores”, que ali podem encontrar tudo, desde ‘souvenirs’ artesanais a vinhos do Porto ‘vintage’ e queijos locais, frisa Haines.

Entre as recomendações está, claro, a incontornável Livraria Lello, “provavelmente a loja mais famosa do Porto”, que inspirou JK Rolling, autora da saga de livros britânica ‘Harry Potter’. “[Entrar na livraria] é como entrar dentro de uma fantasia”, descreve o jornalista da National Geographic.

“Quem estiver pela cidade aos Sábados não deve perder a legendária Feira da Vandoma, que tem crescido desde os anos 70” e que oferece “livros, antiguidades, roupa e vinis em segunda mão”, recomenda ainda. Para levar para casa os sabores locais – vinhos, compotas e charcutaria -, o ideal é passar pelo “contemporâneo Mercado do Bom Sucesso”.

Ao final da tarde, vale a pena apreciar “a vista icónica do rio Douro e da Ponte Dom Luís I” num dos bares da Ribeira. “A noite do Porto acontece, porém, em redor dos ‘pubs’, clubes e bares da Baixa”, “onde o ‘gin está cada vez mais em voga”, escreve Gavin Haines.

À mesa não pode faltar a francesinha, “prato de assinatura do Porto” e que, apesar de ter calorias suficientes para fazer tremer quem está de dieta, é “a materialização gastronómica de um prazer culpado”, assegura o cronista, que explica que as iguarias tradicionais portuguesas – como o bacalhau – e o marisco são outras boas opções.

“Esteticamente, a francesinha inspira pouca confiança no panorama culinário do Porto, mas as aparências iludem: a cidade é uma alegria para os viajantes ‘gourmet’, com a sua seleção de cafés e pastelarias que vendem ‘croissants’ acabados de cozer e onde se empilham os pastéis de nata”, a escolha ideal para a sobremesa e “aquilo de que são feitos os sonhos”.

Clique AQUI para aceder ao artigo sobre o Porto publicado na National Geographic (em inglês).

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