Greve dos trabalhadores de balcão da TAP no Porto com 100% de adesão





A greve dos técnicos comerciais ao serviço da TAP no aeroporto do Porto está a registar uma adesão de 100%, impedindo a cobrança de excessos de bagagem e a gestão de atrasos e de ‘overbooking’, segundo fonte sindical. Contactada pela agência Lusa, fonte oficial da TAP assegurou, contudo, que o protesto “não tem qualquer impacto na operação” da companhia. Segundo a delegada do Sindicato dos Trabalhadores dos Transportes da Área Metropolitana do Porto (STTAMP), Maria Luís Martins, aderiram esta terça-feira à greve – que decorre até 5 de outubro entre as 12h00 e as 14h00 e às horas extraordinárias – os seis trabalhadores escalados para os dois balcões de atendimento dos serviços da TAP no Aeroporto Sá Carneiro, que “neste momento estão encerrados”.

Em causa estão o balcão de irregularidades (onde são, por exemplo, cobrados os excessos de bagagens ou reemitidos bilhetes) e o balcão de vendas de bilhetes. De acordo com Maria Luís Martins, a adesão total dos trabalhadores à greve – justificada com a “completa deterioração” das relações laborais com a chefia da Escala TAP no Porto – está a implicar alterações “na dinâmica da operação” da companhia, já que “não estão a ser cobrados excessos de bagagens”, nem está a ser feita a devida “gestão de voos em ‘overbooking’ [mais bilhetes vendidos que lugares]” e dos casos de perdas de ligações devido a atrasos.

Em declarações à Lusa, a delegada sindical disse que “há pessoas a dirigirem-se ao balcão de vendas que não estão a ser atendidas” por este se encontrar encerrado, tendo sido colocado no local um cartaz aconselhando-as a contactar o ‘call center’ da TAP.
No total, a paralisação envolve perto de três dezenas de técnicos comerciais ao serviço da TAP nos dois balcões de atendimento da companhia no Porto. Segundo o STTAMP, os grevistas reclamam “uma abertura de diálogo” por parte da administração da transportadora aérea nacional, considerando que as chefias demonstram uma “clara tendência para a prepotência e autoritarismo”. Na base do protesto está ainda a “não contabilização de trabalho extraordinário em prolongamento/antecipação [do horário de trabalho] e falta de intervalo de refeição” e “a desconfiança e colocação em dúvida quanto à boa-fé dos trabalhadores em relação a esquecimentos de picagem, passando pela ineficiente organização dos tempos de trabalho e pela desconsideração pelas opiniões válidas dos trabalhadores”.

O sindicato diz ainda verificar-se a ausência de resposta aos sucessivos pedidos de adesão ao Acordo de Empresa por parte desta organização sindical, “em claro detrimento e desprestígio pelas relações laborais e institucionais no que concerne aos trabalhadores representados pelo STTAMP”. A greve implica uma paralisação diária entre as 12h00 e as 14h00 e a não realização de trabalho extraordinário a partir das 23h00.


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