Vídeo ▶️ Matosinhos: Abusava da filha de seis anos






Viciado em sexo abusa da filha de seis anos por canal-portuense
Viciado em sexo e em pornografia, o homem, de 29 anos, aproveitava os momentos em que estava sozinho em casa com a filha, de apenas seis anos, para abusar sexualmente da menina. Por diversas ocasiões, em data anterior a 20 de fevereiro de 2016, o arguido deu-lhe beijos na boca.

Pedia ainda para a menor se sentar no seu colo e, depois de lhe baixar as calças e as cuecas até aos tornozelos, sujeitava-a a atos sexuais. No final, dizia para ela nada contar. O pedófilo está em liberdade e começa amanhã a ser julgado em Matosinhos. O arguido, acusado de sete crimes de abuso sexual de menores agravado, cometeu os crimes na habitação em que vive com a mãe dele, na Póvoa de Varzim. A menor, que está à guarda de uma tia desde os quatro anos, só podia conviver com o pai aos sábados, de 15 em 15 dias – e era nessas alturas que ele atacava. “Procurou a sua filha para satisfazer os seus impulsos sexuais.

Devido a essa conduta, a ofendida apresentou alterações comportamentais e emocionais compatíveis com uma vivência traumática”, diz a acusação do Ministério Público. Na perícia psicológica e forense, que consta do processo, o arguido, que está em liberdade, confessa mesmo que tinha sexo 10 vezes por dia com a mãe da filha e que perdeu a virgindade muito novo, quando vivia numa instituição, em Amarante. “As raparigas punham-se em cima de mim e abusavam de mim. Eu fiquei viciado”, lê-se no relatório. O arguido refere ainda que tem receio que possa voltar a tentar atacar menores – e por isso está a ser seguido e medicado no Hospital Magalhães Lemos.

“Acho que tenho tendência para isto com menores. A mãe da minha filha era mais nova quando engravidou, tinha 16 anos e eu 21. Tenho medo disso. Sem medicação, via mais pornografia que vejo agora”, descreveu. Pedido que deixe de poder estar a cargo da filha e menores O Ministério Público diz que o arguido revela perturbações no desenvolvimento psicossexual.

“Teve experiências sexuais precoces, bem como intensa necessidade na frequência de relações sexuais e uso de material de ativação sexual como pornografia e preferências sexuais desviantes”, lê-se. Além da condenação pelos crimes sexuais, é pedido que o arguido tenha uma sanção acessória de proibição de confiança de menores e inibição de responsabilidades parentais.

Tia denunciou o caso e pede indemnização de 10 mil e 500 euros O alerta para o crime sexual foi dado à PSP, e posteriormente à PJ, pela tia da menina – a quem esta contou os contacto sexuais a que o pai a sujeitava. No julgamento, que vai decorrer à porta fechada, a tia é assistente e pede uma indemnização ao cunhado de 10 500 euros. A menina prestou declarações para memória futura, que vão ser ouvidas pelo coletivo de juízes amanhã. Ia buscar filha ao infantário Apesar de a guarda da menina estar entregue a uma tia, o arguido podia ir buscar a filha ao infantário às terças-feiras. Aos sábados, poderiam estar juntos das 14h00 às 20h00.

Abandonada pela mãe Refere o processo, consultado pelo CM, que a menina foi abandonada pela mãe aos quatro anos e entregue a uma tia, porque o pai não tinha trabalho. Viveu numa instituição O arguido viveu numa instituição entre os sete e os 16 anos, após os pais (que viviam da pesca) se terem separado.


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