Vai ser mais fácil visitar a Sé do Porto

A Sé do Porto, que já está a sofrer alguns trabalhos de reabilitação, vai ter “a breve prazo” um conjunto de novas obras, que incluem uma reestruturação do circuito de visita do edifício histórico.
Inserida na Operação Rota das Catedrais a Norte, da Direcção Regional de Cultura do Norte (DRCN) e Fábrica da Catedral do Porto, a empreitada tem o custo estimado de 636 mil euros e é financiada por fundos europeus.

A DRCN anunciou em comunicado a realização das novas obras, explicitando que, no que diz respeito ao circuito de visita, a sua reestruturação implicará uma “redução de barreiras arquitectónicas e infra-estruturas técnicas” e um reforço da Escadaria Nasoni, construída pelo famoso arquitecto italiano Nicolau Nasoni, e que conduz ao primeiro piso do claustro gótico da Sé. O edifício, cujas origens remontam aos séculos XII e XIII tem também uma profunda influência da remodelação sofrida nos séculos XVII e XVIII e está de novo a ser intervencionado – ainda que, desta vez, sejam apenas trabalhos de reabilitação do existente.

Segundo a DRCN foram já concluídos trabalhos de conservação e restauro da caixa dos dois órgãos da capela-mor e das suas dependências directas, além do reforço estrutural dos varandins dos dois órgãos. Ainda a decorrer estão os trabalhos de conservação e restauro do vitral do transepto sul.

A reabilitação da Sé do Porto irá ainda passar pela substituição da cobertura da capela-mor, o reforço estrutural da abóbada em pedra e trabalhos de conservação no retábulo-mor. A Operação Rota das Catedrais a Norte, em que esta empreitada se inclui, tem o valor global de 2,5 milhões de euros e é comparticipada em 85% pelo Programa Operacional Norte 2020 e o Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional. Além da Sé do Porto, a operação integra as catedrais de Braga, Viana do Castelo, Vila Real, Lamego, Bragança e a concatedral de Miranda do Douro.

À margem desta operação, a DRCN está também a promover, no Porto, a recuperação da Igreja de Santa Clara, classificada como Monumento Nacional desde 1910. Em Junho, foi anunciado o lançamento do concurso público para a 2.ª fase da intervenção, orçado em 355 mil euros. Esta intervenção também conta com fundos europeus provenientes dos mesmos programas da Operação Rota das Catedrais a Norte, e na mesma proporção, beneficiando ainda do mecenato da Irmandade dos Clérigos e da Fundação Millennium BCP.

Esta nova fase de obras na igreja – que irá permanecer encerrada ao público durante toda a intervenção – inclui trabalhos de conservação e restauro do recheio artístico da igreja, sacristia, coro e portaria. Serão ainda intervencionados os portais trabalhados em granito e o grande órgão de tubos da nave da igreja do século XV.

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