Músicos do Centro Comercial Stop querem rever segurança e dialogar com autoridades

Em declarações à Lusa, um dos músicos que esteve presente na convocatória agendada para esta segunda-feira à noite no Café Vitamena, no Porto, com o objetivo de discutir o alegado incumprimento de normas de segurança no Stop, disse que, no encontro, ficou decidido “reverem-se as condições de segurança”, assim como tentar entrar em diálogo com a administração e com a Câmara Municipal do Porto.

Em entrevista telefónica à Lusa, Carlos Freire, funcionário da administração do Centro Comercial Stop, avançou que a administração do centro vai reunir-se com a Câmara do Porto, no próximo dia 19 de dezembro, para se tentarem encontrar soluções, designadamente na área da segurança do edifício, como, por exemplo, a abertura de uma segunda porta de emergência.

“As rendas podem vir a ter de subir com as obras que têm de ser feitas”, equacionou, recordando que se trata de “um edifício antigo”.

O presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, disse hoje que vai reunir-se com a administração do Centro Comercial Stop para averiguar se existe capacidade de efetuar as obras necessárias que garantam a segurança do local ou se há interesse em alienar o edifício.

“Aquilo que pretendemos fazer é a dois níveis: um deles é verificar até que ponto, não podendo o município intervir num espaço privado, ver se a administração tem condições para fazer as obras necessárias para que aquilo possa atuar legalmente; a outra questão, que podemos avaliar, é se a administração, na representação dos proprietários, está interessada em alienar aquele edifício”, afirmou durante a reunião do executivo de hoje.

Rui Moreira alertou para o perigo de, perante um incêndio, se correr o “risco de ter uma tragédia entre mãos”, e disse que, apesar de ser um edifício privado, a autarquia “não pode fechar os olhos” a uma situação que representa “perigo para quem lá está, para quem lá vai e que incomoda os vizinhos”.

Rui Moreira lembrou ainda que o Stop se transformou na “Big Garage” da música portuense, à semelhança de outros movimentos informais que surgiram noutras cidades da Europa, movimentos estes que a “última coisa que querem é a interferência do poder público”.

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