“Coletes amarelos” condicionam acessos no Porto

Sexta-feira foi o dia escolhido para as manifestações dos “coletes amarelos” em Portugal. Há cada vez mais manifestantes a chegar aos locais de concentração, onde abunda a presença policial.

No Porto:
A polícia pediu a identificação aos cerca de 15 manifestantes que saíram do perímetro em que era permitido manifestarem-se, a zona do Nó de Francos, e seguiram em direcção à Avenida de Bessa. Um desses manifestantes vestidos com um colete amarelo foi levado pela polícia no Porto. Tinha um colete de transporte de armas por baixo do colete, mas não tem armas com ele. A faixa também foi apreendida. Alguns dos manifestantes que tinham sido identificados retiraram os coletes.


“Chega de brincadeira”, lê-se numa das faixas que foi agora pendurada na VCI. “Já conseguimos alguma coisa, já tiveram de cortar o trânsito”, refere um dos manifestantes. Dois outros falam da falta de apoio a idosos, que não têm casa, e comparam-nos aos refugiados que têm “ajudas e formações”. Cerca de 15 manifestantes deslocam-se para a Avenida do Bessa onde existem poucos polícias a controlar o trânsito.

Não parecem estar a chegar mais manifestantes do Nó de Francos mas as cerca de duas centenas de manifestantes não arredam pé e continuam com o mesmo método do início da manhã: quando os polícias abrem uma das vias eles bloqueiam-na e transitam para a passadeira seguinte, fazendo com que os meios policiais estejam constantemente alerta e a trocar as vias onde os carros podem circular. Já não chove e há jovens de cara tapada. Um deles fuma um cigarro electrónico enquanto bloqueia a passagem a alguns veículos.

Os polícias dizem aos manifestantes que estar no meio dos carros é crime. “O governo é que comete crimes todos os dias”, responde um dos manifestantes. Um manifestante sai do carro e ergue o colete no ar. A multidão grita “veste o colete”.

Aqui usam-se megafones e cones da estrada para se fazer ouvir e organizar o grupo. Há muitos interessados sem colete a fazer transmissão de vídeo em directo para as redes sociais. Um dos manifestantes que não quis ser identificado mas que trabalha numa empresa de comunicações diz que a chuva e o frio foram factores que diminuíram a presente dos manifestantes mas espera que ao fazer um “directo” no Facebook esteja a chamar quem está próximo e se queira juntar.

Ao contrário do que aconteceu nas ruas de Paris, os manifestantes não utilizam os seus coletes para escrever mensagens aos governantes e só alguns transportam cartazes, não mais do que cinco. Do lado dos condutores há indignação porque os coletes então a causar engarrafamento. Da fila e de um carro com o vidro aberto uma senhora diz “pelo amor da santa, assim não há condições para trabalhar”. Na linha da frente vêem-se maioritariamente jovens do sexo masculino que reclamam ou aplaudem conforme a atitude do condutor a que está a bloquear o acesso.

em atualização

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