Hóteis do Porto com lotação esgotada para o réveillon

Hotéis esgotados e pessoas em lista de espera. Este é o panorama para o réveillon e o fecho em beleza do sector turístico em 2018 no destino Porto e Norte, com um total de dormidas muito próximo dos oito milhões, o que representa um novo recorde.

As contas são feitas pela entidade Turismo do Porto e Norte de Portugal (TPNP). “Há subidas de 5% nas dormidas e de 14% nas receitas”, antecipa Jorge Magalhães, da direção da TPNP, qualificando os resultados como “excecionais” e observando tratar-se de um “comportamento em contraciclo”, na medida em que existem regiões sem crescimento. No caso do Porto e do Norte, a tendência tem sido sempre de aumento. Estavam contabilizados 421 milhões de euros de proveitos até outubro e a “perspetiva é atingir 480 milhões no final do ano”.

O destino Norte consolidou a posição no pódio dos mais procurados do país. À sua frente só aparecem Algarve e Lisboa. Entre as proveniências dos turistas do estrangeiro, Espanha, França e Brasil ocupam os lugares cimeiros. “O mercado externo não tem parado de crescer”, destaca Jorge Magalhães, observando que a fasquia das dormidas em 2015 fixava-se em sete milhões. Os espanhóis, pela proximidade geográfica, representam um mercado muito acarinhado e que não tem sofrido flutuações. “É uma espécie de almofada. Garante-nos uma certa estabilidade, pois não há registo de movimentos negativos”, fundamenta a TPNP.

TAXA DE OCUPAÇÃO É DE 95%

Na passagem de ano, o filão espanhol voltará a destacar-se entre os forasteiros. O facto do réveillon coincidir com um fim de semana alargado também ajuda a intensificar o fluxo. Jorge Magalhães confere que a ocupação hoteleira no Porto e no Norte “rondará os 95%”, havendo cidades como Porto, Gaia, Guimarães e Viana do Castelo em que “muitas unidades já têm a lotação esgotada”. Noutras localidades “em que a oferta hoteleira é diminuta, não há mesmo hipótese de conseguir alojamento”, acentua, insistindo que “vários hotéis não aceitam reservas” e que a solução é “ficar em lista de espera ou procurar alternativas nas lojas da TPNP”.

Artigo Fonte: Jornal de Noticias

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