As obras que vão transformar o Porto em 2019

Pavilhão Rosa Mota 

Em 2019 ficará pronto o Pavilhão Rosa Mota, cujas obras de recuperação arrancaram em 2018. «Em mau estado há muitos anos, o antigo Pavilhão de Desportos, depois batizado com o nome da atleta olímpica, ganhará valências Multiusos, passando a poder receber congressos de média/grande dimensão, espetáculos musicais, exposições e eventos desportivos», diz a Câmara do Porto. O investimento é totalmente privado, em que as obras de reabilitação estão avaliadas em oito milhões de euros. Apesar do nome se manter como Rosa Mota, o concessionário poderá acrescentar outro nome para efeitos de comercialização.

Terminal Intermodal de Campanhã

«Prometido à cidade em 2003», recorda a Câmara, «o terminal que fecha o sistema de mobilidade da zona oriental da cidade nunca foi construído, junto à Estação da CP de Campanhã existe já linha de Metro, além da ligação à principal rede de comboios do país». No entanto, ficou a faltar o terminal rodoviário que «fechará o ciclo com uma estação de camionagem que irá também aliviar a cidade da pressão deste tipo de transporte e o terminal interligará com equipamentos importantes a conceber para esta zona, nomeadamente com o Matadouro e uma nova ponte a ser construída». 

Matadouro de Campanhã 

Este ano arranca o início da reconversão do Matadouro de Campanhã. A obra já foi adjudicada, «mas aguarda ainda visto do Tribunal de Contas». O investimento é privado e ronda os 40 milhões de euros. O antigo Matadouro do Porto, em Contumil, na freguesia de Campanhã, é considerado por Rui Moreira «como um dos investimentos mais importantes do mandato, absolutamente crucial para o desenvolvimento de toda a zona oriental da cidade», até porque «aí haverá espaço para empresas inovadoras e atividades culturais e sociais».

Nova linha do Metro 

Uma nova linha do Metro do Porto irá ligar a Casa da Música (Boavista) à estação de São Bento, na Baixa. «Esta linha foi a que maior procura apresentou nos estudos e a que irá permitir aliviar o troço central da Linha Amarela, já atualmente muito saturada», diz a câmara, acrescentando que «as obras deverão começar em 2019, terão a duração de dois anos e implicarão alguns constrangimentos de trânsito, apesar de ser totalmente enterrada».  A autarquia lembra que a «a obra é essencial para densificar a oferta de transporte público na cidade e tornar possíveis novas abordagens de trânsito e mobilidade». 

Realojamentos do Bairro do Aleijo

«É um fim de uma triste história, a do Bairro do Aleixo, concebido num tempo em que se acreditava que a construção em altura podia funcionar para a habitação social, o bairro foi-se degradando durante décadas e tornou-se num conhecido centro de tráfico de droga», diz a autarquia. O anterior presidente de Câmara avançou através de um fundo privado, mas quando Rui Moreira tomou posse, este estava à beira da extinção. «O presidente encontrou novo investidor e avançou com novo contrato que irá permitir resolver, sem prejuízo para a Câmara, o enorme problema encontrado».

Bairro Rainha Dona Leonor

Considerado «um dos cancros urbanísticos da cidade, com os seus velhos e ‘provisórios’ blocos, revestidos a amianto», este será o ano requalificação do bairro Rainha Dona Leonor. Um programa lançado pelo executivo de Rui Moreira no mandato anterior permitiu dividir o terreno existente, aumentar a capacidade construtiva e colocar a concurso um sistema que manterá todos os inquilinos municipais no local, já que «ao lado, o promotor privado fará habitação para venda e com isso financiará a construção da habitação social», avança o executivo portuense. Segundo a autarquia «as casas serão entregues no início do ano».

Liceu Alexandre Herculano a marcar passo

A requalificação do Liceu Alexandre Herculano está comprometida depois de quinta-feira ter ficado a saber-se que o concurso público não teve concorrentes, apesar de 14 interessados, por o preço de sete milhões de euros proposto pela Parque Escolar ser demasiado baixo. Em 2011, o Estado havia projetado 14 milhões de euros para a obra. Daí a Câmara do Porto ter dado indicação ao Ministério da Educação de «estar disponível» para uma nova solução, desde que não onere mais o orçamento municipal, até porque «a câmara não tem qualquer competência» no ensino secundário.

Melhor mobilidade

Em 2018 foi adjudicado um moderno sistema de gestão de controlo de tráfego, um investimento de 10 milhões de euros, permitindo gerir remotamente os semáforos. «O sistema atual está desatualizado e o contrato que a cidade herdou terminava em 2017», reconhece a Câmara do Porto, explicando que «uma ação de um dos concorrentes em tribunal, com efeitos suspensivos, impediu a implementação do sistema já em 2018». A câmara espera avançar em 2019. Em curso estão já as obras na Avenida Fernão de Magalhães, que «a tornarão num modelo inovador de transporte público e mobilidade no país».

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