“Enganada.” Contra novo nome, Rosa Mota não vai à inauguração do Super Bock Arena

A reabertura da agora Super Bock Arena – Pavilhão Rosa Mota, que vai ocorrer esta segunda-feira, está marcada pela polémica. A atleta não estará presente na cerimónia.

Numa carta dirigida à Câmara Municipal do Porto, à qual a TSF teve acesso, Rosa Mota considera que o seu nome foi subalternizado para ser dado destaque a uma marca de bebidas alcoólicas.  “Quando recebi o convite do senhor presidente da Câmara para a reabertura do Pavilhão, e no qual está escrito ‘Super Bock Arena Pavilhão Rosa Mota’ senti-me definitiva e claramente enganada”, declarou Rosa Mota, que estava convencida de que o nome do espaço seria Pavilhão Rosa Mota – Super Bock Arena. “Comunico a todos os vereadores, em primeira mão, que não dou a minha anuência a algo que parece estar definitivamente estabelecido e que não foi o que foi acordado”, refere atleta na carta a que a TSF teve acesso.

A Câmara do Porto reagiu em comunicado, justificando que o “investimento foi totalmente suportado por privados, que encontraram a forma de financiamento adequada. Pediram, esses mesmos privados, para mudar o nome ao equipamento, o que foi recusado pelo presidente da Câmara. Foi, contudo, admitido que pudessem colocar um patrocinador, que ajudasse a suportar os elevados custos de reabilitação, conforme aprovado em reunião de executivo e conforme o previsto no caderno de encargos”. De acordo com o mesmo comunicado, “nesse processo, ficou assegurado que ninguém poderia retirar o nome da atleta da designação formal, mas que também no uso comercial o seu nome teria sempre que estar presente. Estes dados foram fornecidos à atleta, que com eles concordou e se congratulou há mais de um ano”.

A autarquia liderada por Rui Moreira revela que “a atleta e o seu representante terão entrado em negociações com o patrocinador e em conversações com o concessionário. Desconhecemos o que estava em jogo, o que negociaram as partes e que tipo de contrapartidas incluía tal negociação, tentada à margem do processo público de concessão. Não fomos pela atleta ou pelo seu representante convidados a participar em tais reuniões”.

Com capacidade para 5.500 mil lugares sentados, o pavilhão, que passou por obras de reconversão, consegue aumentar a sua capacidade para as oito mil pessoas, quando retiradas as bancadas que ocupam parte da arena.

Artigo de transcrito de: TSF

Notícias relacionadas