Covid-19: Autocarros do Porto reforçam linhas perante “desaparecimento” de privados

A Sociedade de Transportes Colectivos do Porto (STCP) revelou nesta segunda-feira que os ajustes no serviço devido à pandemia de covid-19 incluem o “reforço de algumas linhas” para “preencher o défice criado pelo desaparecimento de linhas de outros operadores”.

“A Linha 704 (Boavista-Codiceira), por exemplo, foi alvo de reforços em viagens de manhã e final de tarde, dado o número de passageiros ter sido superior ao que seria expectável. Noutros casos, o reforço foi através da alocação de viaturas de grande capacidade – autocarros articulados ou de dois pisos – respeitando, assim, a lotação máxima de segurança permitida para cada viagem”, esclarece a STCP.

A empresa, que iniciou nesta segunda-feira novos horários após “ajustes diferenciados” às 70 linhas, destaca haver algumas linhas que “mantêm os horários habituais, outras que reduziram a oferta e outras alvo de reforços” para “preencher o défice criado pelo desaparecimento de linhas de outros operadores”.

“Durante a última semana, fomos surpreendidos com reduções significativas de oferta de outros operadores, o que teve impacto em algumas linhas da STCP. Poderemos referir a linha 800 a título de exemplo”, afirma a empresa.

Com uma média global de oferta que se situa nos 65%, a STCP tem 25 linhas com níveis “superiores a 75%”, algumas porque já têm “muito baixa oferta e, se fossem reduzidas, ficariam quase sem operação”.

Outras, “pelo facto de a procura ser significativa”, como acontece em linhas de Valongo (701 e 702), de Gondomar (801) e de Vila Nova de Gaia (901, 906 e 907).

“A linha que, actualmente, apresenta menor oferta na STCP é a linha 304, que regista 43% das viagens de um dia normal e que tem a quase totalidade do percurso sobreposto com uma linha de elevada frequência, a linha 600 para a Maia”, refere a empresa.

A STCP diz ter em circulação “a totalidade das viaturas disponíveis, que se aproxima das 380, dadas as sobreposições de serviço necessárias”.

“Em termos de motoristas, aos dias úteis, estão afectos cerca de 600 motoristas para uma necessidade de 795 para um dia útil normal”.

Nesta fase, “a STCP considera que está a operar no limite máximo da sua capacidade em termos de recursos humanos e materiais”, tendo sido possível “conseguir um nível de viagens de 65% face a um dia útil normal”.

A STCP recorda que, no despacho de 22 de Março, do ministro do Ambiente e Acção Climática, é referido que diversas empresas, entre as quais a STCP, devem garantir “que os horários de arranque e término da operação não são alterados e não são inferiores a 40%”.

Entretanto, a partir desta segunda-feira, “cada motorista irá utilizar sempre uma viatura, devidamente limpa e desinfectada, com ponto de partida de uma das estações de recolha da empresa”.

“No final do serviço, regressa ao local de origem, onde os autocarros passarão por um novo momento de desinfecção antes de serem atribuídos a um outro motorista e a novas viagens”, descreve a STCP.

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