A estufa neogótica do Parque da Lavandeira

A Quinta da Lavandeira é uma antiga propriedade agrícola e de recreio, pertencente, inicialmente, a Joaquim da Cunha Lima Oliveira Leal que a vendeu ao Conde António da Silva Monteiro (1822 – 1885), que lá viveu com a sua esposa, Sra. Condessa D. Carolina Júlia Ferreira Monteiro, que continuou a residir na Quinta até 1921, razão pela qual a propriedade também é conhecida por Quinta da Condessa. Junto ao Parque da Lavandeira (antiga Quinta) em Vila Nova de Gaia existe uma estufa, em ferro forjado, construída em 1881 e recentemente…

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Afinal, quem é o padroeiro da cidade do Porto?

O Porto teve ao longo da sua história mais de um santo padroeiro. D. Afonso Henriques quando soube que S. Vicente estava sepultado no Promontório dos Corvos, mandou que fosse trasladado para Lisboa. Depois de algumas peripécias ficou no Porto, na Sé, um osso do Santo e o Porto foi dedicado a S. Vicente. Mais tarde, S. Pantaleão vai destroná-lo e manter-se-á até ao século XX. As relíquias deste Santo chegaram no século XV e foram deixadas em S. Pedro de Miragaia e transladadas para a Sé do Porto em…

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A lenda do Senhor d´Além

“Diz a lenda que em 1140, quando Portugal ainda não era um país livre e independente, mas a cidade do Porto já era gente, uns pescadores que andavam à pesca do sável, na margem esquerda do rio Douro, junto a um pequeno cais que então existia no sopé de um monte chamado de Quebrantões, a atual serra do Pilar, ao recolherem a rede veio envolvida nela uma imagem de Jesus Cristo crucificado.” “A capela do Senhor d’Além, que fica nas abas da Serra do Pilar, mesmo em frente aos Guindais,…

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A lenda do fantasma da estação de São Bento no Porto

A actual  Estação Ferroviária de S. Bento ocupa o espaço resultante da demolição do Convento de S. Bento da Ave-Maria no Largo de S. Bento (actual Praça de Almeida Garrett). No início do século XVI, o rei D. Manuel I, mandou construir à custa de sua fazenda, o Mosteiro da Ave-Maria ou da Encarnação das monjas de São Bento, dentro dos muros da cidade, no local chamado das Hortas do Bispo ou da Cividade que foi inaugurado no dia de Reis do ano de 1535. As religiosas deste convento eram,…

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O naufrágio do vapor “Porto” na foz do Rio Douro

Foi no dia 29 de Março de 1852 que se verificou o naufrágio do vapor Porto, à entrada da barra do Douro e à vista de centenas de pessoas que nada puderam fazer para socorrer os náufragos Há 167 anos – 29 de março de 1852 – na ainda hoje perigosíssima barra da foz do rio Douro, naufragou o vapor “Porto”. No desastre morreram 66 pessoas – 37 passageiros e 29 tripulantes. Depois da catástrofe da Ponta das Barcas (1809), durante a segunda invasão francesa, foi a tragédia de mais…

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A noite trágica do Teatro Baquet que vitimou mais de cem pessoas

No lugar onde hoje se ergue o Hotel Teatro, na baixa do Porto, existiu uma mas mais belas salas de espetáculos da cidade, que abrilhantou a segunda metade do Século XIX: o Teatro Baquet. Destruído por um incêndio que causou mais de uma centena de mortos na noite de 20 de Março de 1888, perderam a vida nesta tragédia mais de uma centena de pessoas, entre as quais se encontravam, além de gente anónima e de algumas pessoas cujos apelidos de família fazem parte da história da cidade, a famosa mulher…

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Enforcados e decapitados – A sentença de doze liberais no Porto

Na base da estátua equestre de D. Pedro IV, que está no meio da praça da Liberdade, mandou a Câmara do Porto, em 1914, colocar placas de bronze com os nomes dos doze Mártires da Liberdade gravados Em 7 de Maio e 9 de Outubro de 1829, na antiga praça Nova das Hortas, hoje praça da Liberdade, foram enforcados, vítimas do absolutismo mas, sobretudo, do torvo ódio miguelista, doze ilustres personalidades afetas ao regime liberal de então: Joaquim Manuel da Fonseca Lobo, Francisco Silvério de Carvalho Magalhães Serrão, Francisco Manuel…

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D. Pedro II, um imperador caloteiro…

Nos meados do século XIX, D. Maria Henriqueta de Mello Lemos e Alvelos era uma das mais distintas mulheres da sociedade portuense do seu tempo. Como o próprio nome deixa adivinhar era uma aristocrata mas, também, uma empresária de sucesso. Dirigia o Grande Hotel do Louvre, um dos mais luxuosos que havia no Porto daquela época que ocupava todo o edifício que faz esquina da rua de D. Manuel II para a rua do Rosário, hoje em deplorável estado de degradação. Nos fins de Fevereiro de 1872, D. Maria Henriqueta…

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Este foi um dos hóteis de maior importância do Porto no séc.XIX

Na moderna avenida dos Aliados, logo ali à entrada, onde agora se encontra a estátua da menina nua, uma das obras primas do escultor Henrique Moreira, esteve, em tempos idos, o Hotel de Francfort, um dos mais importantes do Porto dos finais do século XIX. Foi demolido em 1916 para possibilitar a abertura da avenida que começou por se chamar das Nações Aliadas, e compreende-se porquê: quando aquele espaço começou a ser urbanizado a primeira Grande Guerra tinha terminado e o nome dado à nova artéria constituiu uma homenagem às…

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Camilo Castelo Branco e Ana Plácido – a paixão que escandalizou o Porto

A história é conhecida, mas vale a pena relembrá-la. Camilo Castelo Branco conheceu Ana Plácido, a sua “paixão fatal”, por 1850, aqui no Porto Um amor que vem contrariar os bons costumes e a moralidade vigente na sociedade oitocentista.Estes conhecem-se em 1850, num baile da Associação Portuense. Nesta altura, a jovem Ana Plácido, estava prometida a um comerciante abastado, o que à época se consideraria um “excelente partido”. Camilo não conseguira esquecer Ana. Assim, por volta de 1858, este D. Juan, começa a cavalgar junto da casa onde vivia Ana…

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