A noite trágica do Teatro Baquet que vitimou mais de cem pessoas

No lugar onde hoje se ergue o Hotel Teatro, na baixa do Porto, existiu uma mas mais belas salas de espetáculos da cidade, que abrilhantou a segunda metade do Século XIX: o Teatro Baquet. Destruído por um incêndio que causou mais de uma centena de mortos na noite de 20 de Março de 1888, perderam a vida nesta tragédia mais de uma centena de pessoas, entre as quais se encontravam, além de gente anónima e de algumas pessoas cujos apelidos de família fazem parte da história da cidade, a famosa mulher…

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Enforcados e decapitados – A sentença de doze liberais no Porto

Na base da estátua equestre de D. Pedro IV, que está no meio da praça da Liberdade, mandou a Câmara do Porto, em 1914, colocar placas de bronze com os nomes dos doze Mártires da Liberdade gravados Em 7 de Maio e 9 de Outubro de 1829, na antiga praça Nova das Hortas, hoje praça da Liberdade, foram enforcados, vítimas do absolutismo mas, sobretudo, do torvo ódio miguelista, doze ilustres personalidades afetas ao regime liberal de então: Joaquim Manuel da Fonseca Lobo, Francisco Silvério de Carvalho Magalhães Serrão, Francisco Manuel…

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D. Pedro II, um imperador caloteiro…

Nos meados do século XIX, D. Maria Henriqueta de Mello Lemos e Alvelos era uma das mais distintas mulheres da sociedade portuense do seu tempo. Como o próprio nome deixa adivinhar era uma aristocrata mas, também, uma empresária de sucesso. Dirigia o Grande Hotel do Louvre, um dos mais luxuosos que havia no Porto daquela época que ocupava todo o edifício que faz esquina da rua de D. Manuel II para a rua do Rosário, hoje em deplorável estado de degradação. Nos fins de Fevereiro de 1872, D. Maria Henriqueta…

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Este foi um dos hóteis de maior importância do Porto no séc.XIX

Na moderna avenida dos Aliados, logo ali à entrada, onde agora se encontra a estátua da menina nua, uma das obras primas do escultor Henrique Moreira, esteve, em tempos idos, o Hotel de Francfort, um dos mais importantes do Porto dos finais do século XIX. Foi demolido em 1916 para possibilitar a abertura da avenida que começou por se chamar das Nações Aliadas, e compreende-se porquê: quando aquele espaço começou a ser urbanizado a primeira Grande Guerra tinha terminado e o nome dado à nova artéria constituiu uma homenagem às…

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Camilo Castelo Branco e Ana Plácido – a paixão que escandalizou o Porto

A história é conhecida, mas vale a pena relembrá-la. Camilo Castelo Branco conheceu Ana Plácido, a sua “paixão fatal”, por 1850, aqui no Porto Um amor que vem contrariar os bons costumes e a moralidade vigente na sociedade oitocentista.Estes conhecem-se em 1850, num baile da Associação Portuense. Nesta altura, a jovem Ana Plácido, estava prometida a um comerciante abastado, o que à época se consideraria um “excelente partido”. Camilo não conseguira esquecer Ana. Assim, por volta de 1858, este D. Juan, começa a cavalgar junto da casa onde vivia Ana…

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A origem do molete

Antigamente, a atual avenida de Rodrigues de Freitas chamava-se rua do Reimão. Esta designação andava ligada ao nome de uma enorme quinta que tinha o nome do seu proprietário – um tal Gonçalo Reimão. Antes da rua havia um caminho que, “passada a gafaria dos Lázaros, ia para Campanhã“. Era limitado, então, esse caminho, pelo vasto campo de Mijavelhas, a poente; e pela quinta do Prado do Repouso, a nascente, ou seja, limitado, na atualidade, pelo campo de 24 de Agosto e pelo cemitério do Prado do Repouso. Isto é…

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A singular e trágica história da mulher-homem do Porto

Numa tarde primaveril de março de 1871, o chefe da primeira esquadra de Policia do Porto, José Ribeiro dos Santos, entrou numa taberna da rua do Bonjardim, pertencente a António Joaquim da Silva, onde foi “gentilmente“ atendido pelo caixeiro António Custódio das Neves. Além dos modos gentis do empregado, não passaram desapercebidos, à natural perspicácia do policia, os traços finos do rosto do moço e, nomeadamente, as formas bem torneadas do corpo, perfeitamente percetíveis, debaixo das roupas leves que envergava. Intrigado, o chefe de esquadra, a pretexto de querer saber…

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As portagens da ponte Luís I… para peões

A ponte Luiz I já foi uma ponte com portagem (cinco reis por pessoa) instituída, um dia depois da inauguração do tabuleiro superior, a 1 de Novembro de 1886 e que só deixariam de ser cobradas a 1 de Janeiro de 1944, ou seja, quase 58 anos depois. Por volta da segunda metade do séc. XIX, o comércio progredia na cidade do Porto. As fábricas alastravam por todo o bairro oriental da cidade, o então chamado “Bairro Brasileiro”, denominação esta por proliferarem habitações de antigos emigrantes ricos vindos do Brasil.…

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A Casa da Pedra – o local de encontro do “Grupo dos Cinco”

Numa das zonas desde sempre mais movimentadas do Porto, entre Ramalde e a zona ribeirinha, perto da Rua de Cedofeita, e fazendo esquina com a Rua da Boavista, fica a rua das Águas Férreas e a Casa da Pedra, singelo edifício urbano, em zona onde uma nascente de águas sulfúreas havia dado origem ao topónimo. No último quartel do século XIX serviu de residência ao escritor e filósofo Oliveira Martins, durante a sua estada no Porto para dirigir a construção da via férrea do Porto à Póvoa de Varzim e…

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O segredo da Fonte da Moura

” Há muito, muito tempo. Numa época em que mouros e cristãos povoavam, conjuntamente, as cercanias do Porto… As gentes do lugar olhavam num misto de incredulidade, mas também de impotência e de infelicidade, para a antiquíssima fonte. Do interior da fenda rochosa, estreita e inacessível, da qual desde sempre brotara a água que saciava a comunidade, não corria agora nenhum líquido. A fonte secara! O fenómeno, no entanto, não surpreendeu muitas das pessoas que sabiam, há já muito tempo, do segredo guardado nas entranhas desta fonte. No seu interior…

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