A lenda do Vinho do Porto

Conta-se que, algures no século 17, um barco, carregado de pipas com vinho do Porto, partiu do norte de Portugal, como era normal, em direção ao também usual destino, Inglaterra.  Quando passava perto da costa francesa foi atacado por piratas. O comandante do barco português foi tão hábil que conseguiu escapar ao ataque dos corsários franceses.  Só que fez um desvio de tal forma grande que os ventos acabaram por arrastá-lo muito mais para oeste do que desejava. Afastou-se totalmente de Inglaterra e, sem querer, foi dar à Terra Nova,…

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A torre de Pedro Sem, o arrogante mercador do Porto

Pedro Sem era um mercador rico mas não tinha títulos de nobreza, o que muito o afetava. Possuía muitas naus na Índia e era também usurário. Vivia rodeado de luxo à custa da desgraça alheia, pois emprestava dinheiro a juros elevados. Um dia, estavam as suas naus para chegar, carregadas de especiarias e outros bens preciosos, quando a sua máxima ambição foi realizada: casou-se com uma jovem da nobreza, em troca do perdão das dívidas do seu pai. Decorria a festa de casamento, que durou quinze dias consecutivos, quando as…

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Festa aos Três Reis Magos – a festa que rivalizou com o S.João tripeiro

“Em tempos idos houve, no Porto, uma festa que chegou a ombrear com a do S. João. Foi a festa aos três Reis Magos, também referenciados como “três santos reis Magos”, que se celebra entre os dias 1 e 6 de Janeiro.” Germano Silva – Revista Visão O costume é antigo e evoca os três reis do oriente que, segundo uma antiquíssima tradição, mais ou menos fantasiosa, se chamavam Baltasar, Gaspar e Belchior. Estes Magos aparecem tratados como santos, pela primeira vez (1133), nas obras do arcebispo Hildeberto, do Tours,…

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A Capela dos Três Reis Magos

O templo, junto do qual se fazia a festa aos três Reis Magos, já não existe. Ficava anexo a um elegante palacete, construído cerca de 1717, na parte norte da atual praça da Liberdade, por iniciativa do “ilustre fidalgo” José Monteiro Moreira, marido de D. Josefa Joana Salazar. Havia muito tempo que o edifício já não servia como residência familiar. Por 1752, por exemplo, ocupou as suas dependências e ali funcionou durante alguns anos o tribunal da Relação. As obras para a construção do edifício da Cordoaria, onde viria a…

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O monumento no Porto que simboliza o Amor Real entre irmãos

Há uma capela nos jardins do antigo Palácio de Cristal que homenageia Carlos Alberto, o Rei do Piemonte-Sardenha, e foi construída no final do século XIX, por iniciativa da princesa Augusta de Montlear, em memória do seu irmão que tanta presença preserva na toponímia da cidade do Porto. Subscreve o nosso canal youtube A capela acabou de ser construída no ano de 1861, no mesmo ano da inauguração do Palácio de Cristal (que ocorreu a 3 de Setembro), e desde essa altura pertenceu à Casa de Bragança. A partir de 1934 passa…

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A peste negra que assolou o Porto

Em 1899, ocorreu um surto de peste bubónica no Porto, tendo causado 132 mortes. O Conselho de Saúde estabeleceu um cordão sanitário em torno da cidade. No dia 4 de julho de 1899, Ricardo Jorge, director do Posto de Saúde Municipal da cidade do Porto, recebeu um bilhete “d’um negociante da rua de S. João”, alertando-o para “uns obitos que se tinham dado na rua da Fonte Taurina”. A rua, situada na zona da Ribeira, era então habitada maioritariamente por galegos, imigrantes que ganhavam a vida como carregadores e moços…

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As Cheias do Douro que assombraram o Natal do Porto

Entre os dias 17 e 25 de Dezembro de 1909, as águas do Douro sobem de nível e a sua corrente arrasta tudo o que encontra. Em tempo de Natal a tragédia aconteceu. Havia já alguns dias que a chuva caía copiosamente.Nesse tempo o rio Douro não tinha barragens para lhe moldarem a rudeza do carácter e lhe domesticarem as suas águas bravas.O Douro apenas obedecia às ordens da sua mãe: a Natureza.Para portuenses e gaienses o Natal de 1909 foi terrível. Na Madrugada de 21 de Dezembro detectou-se uma…

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A história de vergonha da Ilha do Frade

Dizer ilha é um pretensiosismo. Aquilo nem ilhota chega a ser. Quando muito trata-se de uma língua de terra, digamos assim, rodeada de água por todos os lados. Mas esta é a definição oficial para ilha? Então em que ficamos? Pronto, chamemos-lhe ilha – embora aquilo não passe de uma pequena reserva ornitológica situada na margem direita do no rio Douro no antigo sítio do Ouro, denominado, agora, oficialmente, de largo de António Calém. conhecida por “ilha do Frade”. A esta altura da crónica já estou a ouvir o leitor impaciente…

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A injustiçada “Árvore da Forca” na Cordoaria

A cidade do Porto já teve o seu Rossio. O antigo “Rocio da Cidade”. Foi, depois, e sucessivamente, o Campo do Olival, a Cordoaria e é, agora, o Campo dos Mártires da Pátria. Mas, antes de tudo isso, foi o eirado de todos os júbilos, motins, folganças, glórias e desesperos. Foi lugar de feira popular que se realizava pelo S. Miguel nos finais do século XIX, muro de derrete das moças do Mercado do Anjo e da Feira do Pão. Ali, aclamou-se D. João I. Por lá passou o cortejo…

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