A Maldição da Bicha Moura

Na freguesia da Madalena correu uma lenda que dava, entre o povo, pelo nome de Pedra Moura ou Bicha Moura. Uma moura infeliz ter-se-ia transformado em bicha a fim de, por via de uma falta grave, cumprir um desditoso fadário.  Esteve assim encantada nuns rochedos que se situavam no lugar do Monte Crasto, da freguesia referida.  Refere a tradição das gentes: que, no topo do rochedo, a bicha moura — que era enorme, metade mulher metade réptil  — aparecia em noites de luar, e às vezes até de dia, deixando na sua caminhada rastejante…

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Porque razão chamam tripeiros aos habitantes do Porto?

Naquele dia de mil quatrocentos e quinze, o Sol nascia sobre o rio Douro com uma estranha luminosidade. E nas margens do rio tudo se transformara num arsenal. Arsenal gigante, onde se construíam naus e barcas para uma grande aventura marítima. Aventura rodeada de mistério… Por isso mesmo, por nada se saber ao certo, os boatos multiplicavam-se, chocavam entre si, tomando por vezes foros de revelações sensacionais. E assim, nessa manhã bonita e estranha, Mestre Vaz e um dos seus ajudantes, o moço Simão, trocavam ideias e palpites, perante a atenção curiosa dos que os…

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A Lenda de Gaia – um romance escondido, uma batalha despoletada

Gaia, rainha das Astúrias (ou de Leão), mulher de D. Ramiro, aí pelo ano de 842 – 850. Bela, de aparência frágil mas sedutora, Gaia era uma escrava dos caprichos do seu rei, que apenas via nela um objecto de prazer e diversão, não tendo nenhuma espécie de respeito pelos seus sentimentos e desejos.Gaia sonha com um grande e verdadeiro amor. Longe, na margem esquerda do Douro, num alcácer (castelo) perto da foz do rio (Lugar do Castelo), habita o rei mouro Abencalão Alboazar, devoto de Allah, exímio no manejo…

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A lenda sangrenta que deu nome a Rio Tinto

Conta-nos a lenda que o rio ficou tinto (tingido) de sangue, tantos eram os corpos golpeados e caídos nas suas águas. Tinha-se acabado de travar uma brava luta entre grupos cristãos e muçulmanos, visando a reconquista da terra. Os mouros, que já haviam sido derrotados noutras batalhas, estavam desorganizados e esfomeados. A perseguição que lhes era movida pelos cristãos não lhes dava descanso. Os poucos que haviam sobrevivido estavam feridos e escondiam-se nos bosques das proximidades, tentando salvar a pele. Afirma-se que uma princesa cristã atravessou o campo da batalha,…

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Zé do Telhado, o Robin dos Bosques do Norte de Portugal

«Nem todos os criminosos têm de ser bárbaros ou sanguinários. Também existem malandros com bom coração e boas maneiras. José Teixeira da Silva era um desses malandros.» Chamava-se José Teixeira da Silva, nasceu em Recesinhos, Penafiel, no ano de 1818. De origens humildes, aos 14 anos foi viver com um tio para apreender o ofício de capador. Apaixona-se pela sua prima Ana Lentina, mas o tio não autoriza a relação. Aos 18 anos alista-se no exército, inicia a carreira militar nos Lanceiros da Rainha, na Ajuda. Combate contra os Setembristas,…

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A lenda do Vinho do Porto

Conta-se que, algures no século 17, um barco, carregado de pipas com vinho do Porto, partiu do norte de Portugal, como era normal, em direção ao também usual destino, Inglaterra.  Quando passava perto da costa francesa foi atacado por piratas. O comandante do barco português foi tão hábil que conseguiu escapar ao ataque dos corsários franceses.  Só que fez um desvio de tal forma grande que os ventos acabaram por arrastá-lo muito mais para oeste do que desejava. Afastou-se totalmente de Inglaterra e, sem querer, foi dar à Terra Nova,…

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A arrogância precedeu à ruína deste mercador no Porto

Pedro Sem era um mercador rico mas não tinha títulos de nobreza, o que muito o afetava. Possuía muitas naus na Índia e era também usurário. Vivia rodeado de luxo à custa da desgraça alheia, pois emprestava dinheiro a juros elevados. Um dia, estavam as suas naus para chegar, carregadas de especiarias e outros bens preciosos, quando a sua máxima ambição foi realizada: casou-se com uma jovem da nobreza, em troca do perdão das dívidas do seu pai. Decorria a festa de casamento, que durou quinze dias consecutivos, quando as…

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Festa aos Três Reis Magos – a festa que rivalizou com o S.João tripeiro

“Em tempos idos houve, no Porto, uma festa que chegou a ombrear com a do S. João. Foi a festa aos três Reis Magos, também referenciados como “três santos reis Magos”, que se celebra entre os dias 1 e 6 de Janeiro.” Germano Silva – Revista Visão O costume é antigo e evoca os três reis do oriente que, segundo uma antiquíssima tradição, mais ou menos fantasiosa, se chamavam Baltasar, Gaspar e Belchior. Estes Magos aparecem tratados como santos, pela primeira vez (1133), nas obras do arcebispo Hildeberto, do Tours,…

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A Capela dos Três Reis Magos

O templo, junto do qual se fazia a festa aos três Reis Magos, já não existe. Ficava anexo a um elegante palacete, construído cerca de 1717, na parte norte da atual praça da Liberdade, por iniciativa do “ilustre fidalgo” José Monteiro Moreira, marido de D. Josefa Joana Salazar. Havia muito tempo que o edifício já não servia como residência familiar. Por 1752, por exemplo, ocupou as suas dependências e ali funcionou durante alguns anos o tribunal da Relação. As obras para a construção do edifício da Cordoaria, onde viria a…

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O monumento no Porto que simboliza o Amor Real entre irmãos

Há uma capela nos jardins do antigo Palácio de Cristal que homenageia Carlos Alberto, o Rei do Piemonte-Sardenha, e foi construída no final do século XIX, por iniciativa da princesa Augusta de Montlear, em memória do seu irmão que tanta presença preserva na toponímia da cidade do Porto. Subscreve o nosso canal youtube A capela acabou de ser construída no ano de 1861, no mesmo ano da inauguração do Palácio de Cristal (que ocorreu a 3 de Setembro), e desde essa altura pertenceu à Casa de Bragança. A partir de 1934 passa…

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