Medidas com base dados desfasados recusadas por Felgueiras

Em causa estão as possíveis novas medidas que o concelho de Felgueiras pode atravessar devido à Covid-19. Nuno Fonseca, presidente da Câmara de Felgueiras, defendeu que o concelho não pode ser outra vez penalizado.

Com os olhos na economia do concelho, Nuno Fonseca defende que Felgueiras não aguenta passar por medidas mais restritivas, pois “foi feito um esforço enorme por parte das nossas populações e houve uma retração muito grande na nossa economia”, explica o presidente da Câmara, segundo conseguiu apurar o JN.

O presidente disse, ainda, que os números de novas infeções pelo novo Coronavírus não batem certo e que “com dados destes, nenhum governante, seja autarca ou do Governo central, pode decidir com confiança”. Relativamente à acusação dos números não baterem certo, Nuno Fonseca justifica-se com o facto de “na penúltima semana, os dados da ARS-N reportarem 1.150 casos em Felgueiras, enquanto que o boletim da DGS atira para os 1.700 casos”.

Nuno Fonseca pede para que se tomem novas medidas, mas que qualquer decisão seja tomada de forma a não prejudicar mais a economia local.

Nesta quarta feira, os autarcas de Paços de Ferreira, Lousada e Felgueiras escrevem uma carta destinada a António Costa, onde manifestam o seu total descontentamento pela aprovação e implementação de novas medidas nestes concelhos.

Primeiros concelhos a enfrentar novas restrições

Relembre-se que Paços de Ferreira, Lousada e Felgueiras foram os primeiros concelhos a enfrentar restrições mais exigentes nesta segunda vaga da Covid-19. Nestes municípios, pertencentes ao distrito do Porto, o governo aprovou, a partir do passado dia 23 de outubro, o dever de permanência no domicílio, a proibição de quaisquer celebrações e eventos com mais de cinco pessoas (Salvo se pertencerem ao mesmo agregado familiar) e a obrigatoriedade do encerramento dos estabelecimentos às 22 horas.

Estas medidas foram, mais tarde, alargadas aos restantes concelhos mais afetados pela pandemia, assim que o país entrou de novo em estado de emergência no passado dia 9 e que se prolongará até dia 23 de novembro, sendo o recolher obrigatório das 23 horas até ás 05:00 e, aos fins de semana, a partir das 13 horas.

Fonte: JN

Imagem: JN

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