Empresário chinês acusado de incêndio mortal no Porto

Chenglong Li, um empresário chinês, foi condenado, esta quinta-feira, no Tribunal de São João Novo, no Porto, a 25 anos de prisão.

O homem é culpado pelo homicídio de António Gonçalves, que morreu carbonizado, em 2019, no incêndio do prédio onde vivia, que terá sido ordenado pelo empresário, na Rua de Alexandre Braga.

O tribunal absolveu os portugueses Alberto Abreu, Nuno Marques e Hugo Tavares do crime de homicídio, condenando-os a nove meses de prisão pelo crime de extorsão na forma tentada. A mulher do empresário, Wen Ni, estava apenas acusada do crime de branqueamento de capitais e foi ilibada em tribunal.

Chenglong Li comprou o prédio, em 2016, com o objetivo de mais tarde revender o imóvel. Contudo, acabou por vender o edifício por 1,2 milhões, obrigando os inquilinos a sair. Uma das famílias que lá residia recusou-se a abandonar a casa e após uma primeira tentativa falhada, em fevereiro de 2019, os comparsas do empresário lograram incendiar o edifício, um mês depois, provocando a morte de António Gonçalves.

FONTE: JN

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