Vai ser criado um espaço de trabalho para as artes performativas no Porto

O Campus Paulo Cunha e Silva está a nascer na antiga Escola José Gomes Ferreira, perto do Marquês, e albergará residências artísticas, ensaios abertos, artist talks e actividades com a vizinhança. A inauguração está marcada para 9 de Junho.

A democratização do acesso à cultura e a diversificação da oferta cultural e artística têm sido preocupações centrais da governação de Rui Moreira, mas a necessidade de criar mais e melhores oportunidades e condições de trabalho para os artistas locais tem merecido igual atenção por parte do executivo municipal. É aqui que se insere o Campus Paulo Cunha e Silva, o novo centro de residências artísticas e espaço de trabalho do Porto para as artes performativas, em concreto, o teatro, dança, formas animadas, circo contemporâneo e formatos híbridos que cruzem estas disciplinas. O espaço, que vai buscar o nome ao desaparecido vereador que teve um papel fulcral no renascimento cultural da cidade, foi apresentado por Tiago Guedes, diretor artístico do Teatro Municipal do Porto (TMP), na reunião camarária desta segunda-feira.

O projeto vai ganhar raízes no edifício da antiga Escola José Gomes Ferreira, situado na confluência entre as ruas de Faria Guimarães, Bonjardim, e as estações de metro de Faria Guimarães e Marquês, e vai permitir colmatar uma lacuna há muito assinalada por artistas e agentes culturais e, também, já discutida no anterior mandato de Rui Moreira: a escassez de espaços de ensaios e residências artísticas no Porto. “[Faltava] um espaço condigno para todo o trabalho que é necessário para depois as obras serem apresentadas nos teatros municipais, na cidade e no país”, afirmou o também diretor do departamento de artes performativas da Ágora – Cultura e Desporto, E.M.

FONTE: Público

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