FC Porto 3-0 GD Chaves | Crónicas da Bola

O FC Porto bateu o GD Chaves por 3-0!

No FC Porto, Sérgio Conceição mudou três peças relativamente ao jogo com o Atlético de Madrid, para a Liga dos Campeões: Fábio Cardoso, João Mário, Wendell e Toni Martínez entraram para os lugares de Pepe, Otávio, Zaidu e Evanilson, respetivamente. Com Otávio lesionado, Pepê subiu no terreno e assumiu o comando da equipa, enquanto que João Mário jogou a lateral direito, tal como eu tinha previsto na antevisão ao jogo.

No Desportivo de Chaves, Vítor Campelos apenas mudou um elemento relativamente ao jogo com o Rio Ave FC: João Mendes rendeu Kevin Pina, que se mudou para o FK Krasnodar.

O FC Porto entrou fortíssimo no jogo e, logo aos 3 minutos, cruzamento de João Mário da direita, Toni Martínez cabeceou e a bola sobrou para Mehdi Taremi, que cabeceou com êxito para inaugurar o marcador no Dragão.

Os flavienses não se atemorizaram com a adversidade, foram uma equipa atrevida e, provavelmente, os dragões não contavam com um Chaves tão competente. Atrás, fechou-se bem e começou a limitar as ações portistas. Com o meio-campo organizado por João Teixeira e forte com bola, embora não impedisse o domínio contrário, a equipa visitante criou alguns lances de perigo, que foram sendo resolvidos pela defesa portista.

No segundo tempo, o Desportivo de Chaves foi atrás do prejuízo, mudou o sistema tático para um 4-1-4-1 nos primeiros 10/15 minutos e surpreendeu o FC Porto, tendo conseguido ter mais bola e equilibrar as operações. Isso aconteceu muito por culpa do facto de João Mário ter defendido mal alguns lances e por causa de Stephen Eustáquio ter estado menos influente do que devia ser no ataque organizado. Assim, os portistas foram vivendo das arrancadas de Galeno, do poder de Toni Martínez a jogar de costas para a baliza e até em profundidade e de alguns lances em que as individualidades de Pepê e Taremi prevaleceram.

Ainda assim, os azuis e brancos estiveram sólidos a tapar os caminhos para a sua baliza e Sérgio Conceição, desconfiado das aproximações inteligentes da formação transmontana, foi ao banco e de lá retirou os homens que terminaram com as dúvidas. Decorria o minuto 60 quando André Franco e Evanilson entraram para os lugares de João Mário e de Toni Martínez. O FC Porto passou para um 4-3-3, com Pepê a baixar para lateral direito. Uribe, Eustáquio e André Franco formaram o trio do meio-campo e, no ataque, Galeno manteve-se à esquerda, Evanilson entrou para jogar mais descaído para a direita e Taremi ficou como avançado centro.

Aos 70’, Taremi, que nunca dá uma bola por perdida, pressionou Steven Vitória. Este permitiu a recuperação de bola ao iraniano, que arrancou para a área e ofereceu o golo a Evanilson, que, em zona central, atirou à vontade para o 2-0. Foi o momento do jogo, já que o FC Porto conseguiu dilatar a vantagem, numa altura em que o Desportivo de Chaves estava a ter bola, embora não conseguisse incomodar muito Diogo Costa.

Aos 82’, o cruzamento rasteiro de Gabriel Veron passou por toda a gente, Paulo Vítor não agarrou, a bola embateu em André Franco e entrou, para o primeiro golo do médio português com a camisola portista.

Com tudo resolvido, ainda deu tempo para Gonçalo Borges e Rodrigo Conceição – em estreia absoluta – ganharem minutos e credenciais para mostrarem mais à frente.

𝐀𝐩𝐫𝐞𝐜𝐢𝐚çã𝐨 𝐩𝐞𝐬𝐬𝐨𝐚𝐥: Apesar de o resultado ter sido melhor do que a exibição, a vitória do FC Porto é justa, face ao plano furado do Desportivo de Chaves. Os erros fatais dos transmontanos no segundo e terceiro golo decidiram o jogo, que até estava a ser dividido, apesar de o Chaves não ter conseguido incomodar a baliza de Diogo Costa. A partir do 2-0, o FC Porto geriu o jogo, com Sérgio Conceição a promover algumas alterações para descansar vários jogadores com mais minutos nas pernas e introduzir alguns jogadores menos utilizados, tendo até estreado Rodrigo Conceição na equipa principal portista.

No FC Porto, achei que João Mário esteve muito bem a atacar, mas mal, em vários lances, a defender. Stephen Eustáquio esteve menos influente do que devia ser no ataque organizado e foi valendo as arrancadas de Galeno (que fez mais um grande jogo) e a genialidade de Pepê e Taremi, que foram claramente os dois melhores do lado portista.

No Chaves, João Teixeira foi (mais uma vez) o maestro da equipa, mas o ataque não esteve à altura, muito por culpa da solidez defensiva portista. A equipa entrou bem na segunda parte, conseguiu ter mais bola e equilibrou as operações, mas os erros que deram origem ao segundo e terceiro golo do FC Porto foram fatais e acabaram por decidir o jogo.

𝐍𝐨𝐭𝐚 𝟏𝟎: Pepê. O extremo brasileiro veio para este encontro para fazer o papel de Otávio e foi importante a comandar a equipa. Sempre incansável, desequilibrou nas movimentações à frente. Provocou ruturas de jogo, procurou, recebeu, e deu jogo para os seus colegas. Esteve também assertivo quando teve de recuar para a posição de lateral direito.

𝐑𝐞𝐦𝐚𝐭𝐞 𝐚𝐨 𝐥𝐚𝐝𝐨: Paulo Vítor. Ainda que não seja o principal responsável pela derrota da sua equipa, o guarda-redes brasileiro esteve algo inseguro no jogo de hoje. Saiu mal no primeiro golo do FC Porto e também errou no terceiro tento dos azuis e brancos.

Vitória justa e natural do FC Porto!

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Texto de Raúl Saraiva

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