Aumento do consumo de droga no Porto aterroriza moradores

Fonte: Jornal de Notícias

A abolição do bairro do Aleixo promoveu o aumento do tráfico na via pública da cidade.

O Presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, afirma que “em algumas escolas aparecem, todas as manhãs, seringas, detritos. A Câmara está permanentemente a limpar, a resolver. A polícia diz que não pode inibir o consumo na via pública”, prosseguiu.

O aumento do consumo de droga no Porto aterroriza os habitantes e, estes, afirmam que tem medo de andar na rua, principalmente com as crianças. O clima de insegurança tem-se intensificado. Muitos moradores já optaram por recorrer a guardas-noturnos, uma vez que, o número de vandalizações e assaltos também tem subido nestas zonas.

O Centro de Saúde de Lordelo do Ouro foi vandalizado e esteve encerrado na manhã da segunda-feira passada, dia 7 de fevereiro. Além do mais, vários carros de moradores da zona do Fluvial tem sido alvo de furtos devido ao tráfico de droga.

O autarca Rui Moreira explicou ainda que “a criminalização do consumo ao ar livre, principalmente na proximidade das escolas é, como o atentado ao pudor. Não vamos fazer isso à porta das escolas. O atentado ao pudor é um crime. Não consigo compreender, por isso, em que é que isto limita a liberdade de alguém. Sei, isso sim, que garante a liberdade de muitas pessoas”, acrescentou.

Além disso, a Câmara do Porto anunciou no sábado passado, dia 4 de fevereiro, que mais de 600 consumidores de drogas já estiveram presentes na Sala de Consumo Assistido, localizada à beira do bairro novo da Pasteleira. Nesta sala, os consumidores podem fazer o seu consumo de forma vigiada, bem como a realização de rastreios a várias doenças e vacinações. O espaço também dispõe de uma pequena sala, onde os consumidores podem fazer refeições.

O consumo de droga é uma realidade na cidade do Porto, e tem-se vindo a agravar ao longo dos anos, após a abolição do bairro do Aleixo. Cada vez mais, teme-se pela degradação, falta de tranquilidade e de segurança. Os habitantes entendem que só com a imposição de penas mais graves para o tráfico, é que o problema poderá ser controlado.