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Rio Tinto ganha estacionamento e ligação pedonal entre estações com renovação da ferrovia

A freguesia de Rio Tinto, em Gondomar, vai ganhar 144 lugares de estacionamento e uma ligação pedonal entre a estação de comboios e a de Campainha do Metro do Porto, segundo um estudo ambiental referente à renovação da ferrovia.

Em causa está o resumo não técnico do Estudo de Impacte Ambiental (EIA) da quadruplicação da Linha do Minho entre Contumil (Porto) e Ermesinde (Valongo), que inclui também uma intervenção urbanística em Rio Tinto.

“O novo parque de estacionamento da estação de Rio Tinto será implantado a nascente da estação, num terreno com cerca de 14.600 m2 e terá uma capacidade para 264 viaturas ligeiras, acrescida de espaço para motociclos e bicicletas”, pode ler-se no EIA, datado de fevereiro, disponibilizado na passada semana no site da APA e hoje consultado pela Lusa.

Segundo o estudo, “uma vez que o parque de estacionamento atual tem uma capacidade para 120 viaturas ligeiras, existirá um acréscimo de 144 lugares de estacionamento”.

No âmbito da construção do novo parque de estacionamento, “será feita também a melhoria da acessibilidade rodoviária ao mesmo, através de uma nova ligação entre a Rua Padre Joaquim Neves e a Rua Garcia da Orta”.

Quanto à atual estação ferroviária de Rio Tinto, “também será reformulada, o que envolverá, além da construção de novas plataformas pela inclusão das duas linhas, a construção de uma PIP/PIR [Passagem Inferior Pedonal/Rodoviária] que permitirá reformular/melhorar as acessibilidades pedonais e rodoviárias no extremo norte da estação”.

No dia 13 de março, a Lusa noticiou que a quadruplicação da linha ferroviária do Minho entre Contumil e Ermesinde deverá avançar em 2024 e custar 120 milhões de euros, segundo fonte oficial da Infraestruturas de Portugal (IP).

De acordo com o EIA publicado no ‘site’ da APA, “a fase de construção do projeto terá a duração de 42 meses, a que acrescem 3 meses para a montagem e desmontagem dos estaleiros de obra”.

A circulação atualmente é feita em apenas duas vias, algo que “constitui um constrangimento à exploração ferroviária, dado que no troço a nascente, entre as estações de Campanhã e de Contumil, já se faz atualmente em via quádrupla”, pretendendo-se “a segregação dos tráfegos da linha do Minho e da linha do Douro, garantindo, portanto, uma maior fiabilidade dos serviços”.

A execução de toda a empreitada de quadruplicação da linha está dependente da emissão de uma Declaração de Impacto Ambiental (DIA) favorável e “dos eventuais ajustes que venham a ser impostos” pela APA no processo em curso, iniciado em outubro de 2022.

Em fevereiro de 2020, após uma consulta pública em outubro de 2019, a APA declarou a não conformidade de um anterior projeto de execução para a quadrupilicação do troço, que se baseava numa DIA emitida em 2009.

Quanto ao novo projeto, “decorrendo nos prazos habituais, estima-se que a DIA venha a ser concedida no final do 1.º semestre de 2023” .

por LUSA

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