Junta do Centro Histórico quer reabilitar mercado de São Sebastião

Este é um dos dois projetos que a União de Freguesias de Cedofeita, Santo Ildefonso, Sé, Miragaia, São Nicolau e Vitória, conhecida como Junta do Centro Histórico, escolheu para aproveitar os 100 mil euros que receberá da Câmara do Porto no âmbito da rubrica “orçamento colaborativo”, descreveu António Fonseca, presidente da autarquia local.

Em causa está reabilitar um equipamento que não tem obras, disse o autarca, desde os anos 90 e que neste momento funciona apenas das 07:00 às 12:00 horas com menos de duas dezenas de comerciantes, num total de 50 bancas disponíveis.

António Fonseca apresentou a proposta de reabilitação do mercado de São Sebastião esta tarde numa sessão que juntou na junta algumas personalidades da cidade, associações e moradores, e no final, em declarações aos jornalistas, explicou que a gestão deste equipamento é feita pela junta no âmbito dos acordos de execução celebrados com a Câmara do Porto, contando que esta, graças a este projeto, transfira a gestão do espaço “por um período maior ou mesmo definitivo”.

“Herdei a responsabilidade sobre o mercado porque era a junta da Sé que o geria e agora é a União de Freguesias. Há o compromisso de, ao encontrarmos uma solução para o mercado, passemos a geri-lo a longo prazo. O importante mesmo é pôr em prática uma solução rápida para o espaço”, disse António Fonseca.

A “urgência” do autarca prende-se com o facto de o equipamento precisar de uma intervenção, sendo que metade do espaço está desaproveitado, localizando-se numa espécie de zona de passagem entre a baixa portuense e a Sé do Porto, logo, e como disse Fonseca, “com muito potencial turístico”.

O projeto apresentado hoje, da autoria do arquiteto Nuno Campos, inclui a integração de artesanato e cafetaria, construção de sanitários, reorganização das bancas, arranjo da iluminação e aproveitamento da atual estrutura metálica das fachadas para colocação de vidros e placas metálicas de forma a fechar o espaço.

António Fonseca garantiu que os comerciantes atuais, essencialmente ligados ao peixe e às flores, permanecem no local sem alteração de taxas e avançou que vai criar uma bolsa direcionada à manutenção do espaço.

Este projeto foi alvo da aprovação e discussão de um júri criado para o efeito, o qual integrava, entre outros nomes, o provedor da Santa Casa de Misericórdia do Porto (SCMP), António Tavares, o ex-vice-presidente da Câmara e ex-vereador do Urbanismo, Paulo Morais, e o investigador e escritor, Hélder Pacheco.

Para o provedor da SCMP, em causa está “uma zona do Porto onde a reabilitação está a passar ao lado”, disse, enquanto Paulo Morais recomendou, entre outros aspetos, que a manutenção seja assegurada de raiz para “evitar uma inauguração bonita e degradação em poucos anos”.

Já Hélder Pacheco, numa comunicação escrita enviada e lida na sessão, apontou que “a Avenida da Ponte [nome dado ao arruamento entre São Bento e a Sé onde se localiza o mercado] é uma aberração que as sucessivas Câmaras não souberam resolver”.

António Fonseca admite que este projeto custe cerca de 75 mil euros, sobrando, do tal bolo de 100 mil do orçamento colaborativo, 25 mil para a execução de um segundo projeto, a Biblioteca de Coisas a localizar na praça Carlos Alberto, mas garantiu que “faltando dinheiro, a Junta comparticipa a obra” que quer ver pronta “no primeiro trimestre do próximo ano”.

fonte: LUSA

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