Homem roubou mais de 27 mil euros sob ameaça de faca no Grande Porto

O tribunal do Porto está a julgar um homem de 32 anos acusado pelo roubo de 27.729,20 euros em 28 assaltos, metade deles em farmácias, sempre sob ameaça de uma faca e atuando com rosto encoberto.

A acusação do processo, consultada hoje pela agência Lusa, indica que seis postos de correio, um banco, uma seguradora e um supermercado foram os outros nove alvos, em crimes consumados na Área Metropolitana do Porto, maioritariamente no município de Vila Nova de Gaia, entre maio e setembro de 2020.

Conforme explica o Ministério Público (MP), o homem, conhecido pela alcunha de Pelé e preso preventivamente à ordem do processo, consumou os assaltos com ajudas pontuais de três coarguidos no processo e de outras pessoas não identificadas pelas autoridades.

Na maior parte dos casos, os cúmplices limitavam-se a conduzir o assaltante de e para os estabelecimentos alvo em automóvel e, numa situação, em ciclomotor.

O veículo de duas rodas foi usado no único assalto da série que visou um supermercado: o da cadeia Minipreço no número 2489 da Avenida da República, no centro de Vila Nova de Gaia.

Pelé, relata o MP, entrou no Minipreço com um saco reutilizável dos hipermercados Continente, de onde tirou a faca com 18 centímetros de lâmina para coagir a primeira funcionária de caixa que encontrou a entregar-lhe dinheiro, proferindo a clássica ordem: “isto é um assalto, abre a caixa”.

Habitualmente atuava com capuz ou boné, óculos escuros e máscara social, mas, desta feita, o principal disfarce era o capacete de pendura do ciclomotor.

Roubou 376 euros.

Quase 20 vezes mais “rendeu”, segundo as contas do MP, o assalto consumado a um banco de Lourosa, Santa Maria da Feira, ao final da manhã de 21 de julho.

Em moeda comunitária, levou apenas 116,30 euros, mas juntou-lhe libras inglesas e francos suíços que perfaziam, ao cambio do dia, 6.892,30 euros.

Além do supermercado, do banco e das nove farmácias, foram assaltados, pelo mesmo método, seis postos de correio e uma seguradora.

Em causa estão dezenas de crimes de roubo, detenção de arma proibida ou recetação, estando Pelé acusado por 49 desses ilícitos: um roubo tentado, dois qualificados e 28 agravados, além de 18 crimes de detenção de arma proibida.

A atividade criminosa cessou após o roubo de 2.869,65 euros numa farmácia de Rio Tinto, em Gondomar, a 30 de setembro, quando a GNR perseguiu e deteve, já na Autoestrada 43, Pelé e um dos seus cúmplices.

Segundo uma fonte judicial, o tribunal do Porto, através do Juízo Central Criminal, deverá anunciar a decisão deste caso na próxima quinta-feira.

Fonte: LUSA

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