Hospital São João em projeto pioneiro para reduzir uso de papel

O Centro Hospitalar Universitário de São João, no Porto, está a digitalizar as informações clínicas dos doentes para diminuir a utilização do papel e facilitar o acesso aos médicos.

O Repositório Clínico Digital é um projeto “pioneiro” de digitalização e preservação digital de informação clínica que permite aos médicos ter os registos clínicos dos utentes “à distância de um clique”, adiantou à Lusa a diretora do Serviço de Arquivo, Fernanda Gonçalves.

Apesar de reconhecer a dificuldade de estabelecer um hospital sem papel, a responsável realçou que um dos propósitos deste projeto é diminuir a utilização do mesmo, tornando-se “mais eficiente”.

Para além disto, digitalizar e contextualizar a informação clínica do doente permite ao médico uma visão geral do processo clínico, possibilitando uma “decisão mais rápida”, sublinhou.

A informação clínica digitalizada preserva o formato original, está classificada temporalmente e só pode aceder à mesma quem estiver credenciado. O foco do Repositório Clínico Digital foi a pediatria, visto que estes serão os “futuros utentes adultos”.

Neste âmbito, já foram digitalizados e inseridos no repositório informações de 50 mil utentes pediátricos, assim como de 100 mil internamentos de adultos, revelou.

Este projeto teve um investimento de 1,6 milhões de euros e resulta das sinergias criadas pelo Centro de Gestão da Informação do Centro Hospitalar Universitário de São João – composto por uma equipa multidisciplinar de arquivistas, informáticos e administrativos -, em parceria com a Direção Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas (DGLAB)/Arquivo Distrital do Porto (ADP).

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