A evolução do Farol da Boa Nova

Entre 1916 e 1926, existiu nas imediações do local onde actualmente se situa o Farol da Boa Nova, (mais conhecido por Farol de Leça), o Farolim da Boa Nova, uma torre quadrangular branca com cerca de 12 metros, encimada por uma lanterna verde, com luz branca fixa, ficava a cerca de 380 metros a NW do actual farol, junto à Capela da Boa Nova, tendo estado dez anos em ensaios, findos os quais foi abandonado, passando a servir de camarata aos alunos da Escola de Faroleiros e mais tarde demolido.…

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As portagens da ponte Luís I… para peões

A ponte Luiz I já foi uma ponte com portagem (cinco reis por pessoa) instituída, um dia depois da inauguração do tabuleiro superior, a 1 de Novembro de 1886 e que só deixariam de ser cobradas a 1 de Janeiro de 1944, ou seja, quase 58 anos depois. Por volta da segunda metade do séc. XIX, o comércio progredia na cidade do Porto. As fábricas alastravam por todo o bairro oriental da cidade, o então chamado “Bairro Brasileiro”, denominação esta por proliferarem habitações de antigos emigrantes ricos vindos do Brasil.…

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A Casa da Pedra – o local de encontro do “Grupo dos Cinco”

Numa das zonas desde sempre mais movimentadas do Porto, entre Ramalde e a zona ribeirinha, perto da Rua de Cedofeita, e fazendo esquina com a Rua da Boavista, fica a rua das Águas Férreas e a Casa da Pedra, singelo edifício urbano, em zona onde uma nascente de águas sulfúreas havia dado origem ao topónimo. No último quartel do século XIX serviu de residência ao escritor e filósofo Oliveira Martins, durante a sua estada no Porto para dirigir a construção da via férrea do Porto à Póvoa de Varzim e…

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Porque razão chamam tripeiros aos habitantes do Porto?

Naquele dia de mil quatrocentos e quinze, o Sol nascia sobre o rio Douro com uma estranha luminosidade. E nas margens do rio tudo se transformara num arsenal. Arsenal gigante, onde se construíam naus e barcas para uma grande aventura marítima. Aventura rodeada de mistério… Por isso mesmo, por nada se saber ao certo, os boatos multiplicavam-se, chocavam entre si, tomando por vezes foros de revelações sensacionais. E assim, nessa manhã bonita e estranha, Mestre Vaz e um dos seus ajudantes, o moço Simão, trocavam ideias e palpites, perante a atenção curiosa dos que os…

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Tragédia do Jacob Maersk foi há 44 anos

No dia 29 de Janeiro de 1975, às 12,30 horas, o super-petroleiro dinamarquês Jakob Maersk, embateu numa rocha quando tentava entrar no Porto de Leixões. Segundos após o embate a casa das máquinas explodiu, partindo o navio de 85 mil toneladas em três e deixando-o em chamas e matando sete tripulantes. Durante três dias, as 50 mil toneladas de crude arderam com chamas que atingiram os 100 metros de altura, enchendo a cidade de fumo preto e espesso, provocando intoxicações em muitas pessoas. As zona central e a popa afundaram-se…

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A lenda sangrenta que deu nome a Rio Tinto

Conta-nos a lenda que o rio ficou tinto (tingido) de sangue, tantos eram os corpos golpeados e caídos nas suas águas. Tinha-se acabado de travar uma brava luta entre grupos cristãos e muçulmanos, visando a reconquista da terra. Os mouros, que já haviam sido derrotados noutras batalhas, estavam desorganizados e esfomeados. A perseguição que lhes era movida pelos cristãos não lhes dava descanso. Os poucos que haviam sobrevivido estavam feridos e escondiam-se nos bosques das proximidades, tentando salvar a pele. Afirma-se que uma princesa cristã atravessou o campo da batalha,…

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Zé do Telhado, o Robin dos Bosques do Norte de Portugal

«Nem todos os criminosos têm de ser bárbaros ou sanguinários. Também existem malandros com bom coração e boas maneiras. José Teixeira da Silva era um desses malandros.» Chamava-se José Teixeira da Silva, nasceu em Recesinhos, Penafiel, no ano de 1818. De origens humildes, aos 14 anos foi viver com um tio para apreender o ofício de capador. Apaixona-se pela sua prima Ana Lentina, mas o tio não autoriza a relação. Aos 18 anos alista-se no exército, inicia a carreira militar nos Lanceiros da Rainha, na Ajuda. Combate contra os Setembristas,…

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Torre e Palácio dos Terenas

Antes de ser integrada no Palácio dos Terenas, este monumento foi conhecido como a Torre de Pedro Sem, nobre que, na primeira metade do século XIV, esteve na origem da sua construção. Chanceler-mor de D. Afonso IV, monarca que mandou dotar a cidade de novas muralhas, a torre residencial, maciça e ameada, cabeça de uma quinta peri-urbana em relação ao burgo medieval, foi a solução de prestígio e de poder que o delegado real encontrou para afirmar a sua presença na cidade. Posteriormente, veio a ser conhecida com outras designações,…

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Festa aos Três Reis Magos – a festa que rivalizou com o S.João tripeiro

“Em tempos idos houve, no Porto, uma festa que chegou a ombrear com a do S. João. Foi a festa aos três Reis Magos, também referenciados como “três santos reis Magos”, que se celebra entre os dias 1 e 6 de Janeiro.” Germano Silva – Revista Visão O costume é antigo e evoca os três reis do oriente que, segundo uma antiquíssima tradição, mais ou menos fantasiosa, se chamavam Baltasar, Gaspar e Belchior. Estes Magos aparecem tratados como santos, pela primeira vez (1133), nas obras do arcebispo Hildeberto, do Tours,…

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A Capela dos Três Reis Magos

O templo, junto do qual se fazia a festa aos três Reis Magos, já não existe. Ficava anexo a um elegante palacete, construído cerca de 1717, na parte norte da atual praça da Liberdade, por iniciativa do “ilustre fidalgo” José Monteiro Moreira, marido de D. Josefa Joana Salazar. Havia muito tempo que o edifício já não servia como residência familiar. Por 1752, por exemplo, ocupou as suas dependências e ali funcionou durante alguns anos o tribunal da Relação. As obras para a construção do edifício da Cordoaria, onde viria a…

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