Zé do Telhado, o Robin dos Bosques do Norte de Portugal

«Nem todos os criminosos têm de ser bárbaros ou sanguinários. Também existem malandros com bom coração e boas maneiras. José Teixeira da Silva era um desses malandros.» Chamava-se José Teixeira da Silva, nasceu em Recesinhos, Penafiel, no ano de 1818. De origens humildes, aos 14 anos foi viver com um tio para apreender o ofício de capador. Apaixona-se pela sua prima Ana Lentina, mas o tio não autoriza a relação. Aos 18 anos alista-se no exército, inicia a carreira militar nos Lanceiros da Rainha, na Ajuda. Combate contra os Setembristas,…

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Torre e Palácio dos Terenas

Antes de ser integrada no Palácio dos Terenas, este monumento foi conhecido como a Torre de Pedro Sem, nobre que, na primeira metade do século XIV, esteve na origem da sua construção. Chanceler-mor de D. Afonso IV, monarca que mandou dotar a cidade de novas muralhas, a torre residencial, maciça e ameada, cabeça de uma quinta peri-urbana em relação ao burgo medieval, foi a solução de prestígio e de poder que o delegado real encontrou para afirmar a sua presença na cidade. Posteriormente, veio a ser conhecida com outras designações,…

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Festa aos Três Reis Magos – a festa que rivalizou com o S.João tripeiro

“Em tempos idos houve, no Porto, uma festa que chegou a ombrear com a do S. João. Foi a festa aos três Reis Magos, também referenciados como “três santos reis Magos”, que se celebra entre os dias 1 e 6 de Janeiro.” Germano Silva – Revista Visão O costume é antigo e evoca os três reis do oriente que, segundo uma antiquíssima tradição, mais ou menos fantasiosa, se chamavam Baltasar, Gaspar e Belchior. Estes Magos aparecem tratados como santos, pela primeira vez (1133), nas obras do arcebispo Hildeberto, do Tours,…

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A Capela dos Três Reis Magos

O templo, junto do qual se fazia a festa aos três Reis Magos, já não existe. Ficava anexo a um elegante palacete, construído cerca de 1717, na parte norte da atual praça da Liberdade, por iniciativa do “ilustre fidalgo” José Monteiro Moreira, marido de D. Josefa Joana Salazar. Havia muito tempo que o edifício já não servia como residência familiar. Por 1752, por exemplo, ocupou as suas dependências e ali funcionou durante alguns anos o tribunal da Relação. As obras para a construção do edifício da Cordoaria, onde viria a…

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O monumento no Porto que simboliza o Amor Real entre irmãos

Há uma capela nos jardins do antigo Palácio de Cristal que homenageia Carlos Alberto, o Rei do Piemonte-Sardenha, e foi construída no final do século XIX, por iniciativa da princesa Augusta de Montlear, em memória do seu irmão que tanta presença preserva na toponímia da cidade do Porto. Subscreve o nosso canal youtube A capela acabou de ser construída no ano de 1861, no mesmo ano da inauguração do Palácio de Cristal (que ocorreu a 3 de Setembro), e desde essa altura pertenceu à Casa de Bragança. A partir de 1934 passa…

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Praça Carlos Alberto – uma pequena praça, uma enorme história

A praça deve o seu nome atual a uma homenagem a Carlos Alberto, rei do Piemonte e da Sardenha. Este monarca foi destronado em 1849 e foi na cidade do Porto que procurou refúgio. Carlos Alberto, teve como primeira aposentadoria, o Palacete dos Viscondes de Balsemão, situado nesta mesma praça. Esta vetusta praça resultou de uma bifurcação das velhas estradas que saíam, em conjunto, da Porta do Olival das Muralhas Fernandinas e se dirigiam a Braga, pela atual Rua de Cedofeita, e a Guimarães, pela atual Rua das Oliveiras. Subscreve…

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A peste negra que assolou o Porto

Em 1899, ocorreu um surto de peste bubónica no Porto, tendo causado 132 mortes. O Conselho de Saúde estabeleceu um cordão sanitário em torno da cidade. No dia 4 de julho de 1899, Ricardo Jorge, director do Posto de Saúde Municipal da cidade do Porto, recebeu um bilhete “d’um negociante da rua de S. João”, alertando-o para “uns obitos que se tinham dado na rua da Fonte Taurina”. A rua, situada na zona da Ribeira, era então habitada maioritariamente por galegos, imigrantes que ganhavam a vida como carregadores e moços…

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As Cheias do Douro que assombraram o Natal do Porto

Entre os dias 17 e 25 de Dezembro de 1909, as águas do Douro sobem de nível e a sua corrente arrasta tudo o que encontra. Em tempo de Natal a tragédia aconteceu. Havia já alguns dias que a chuva caía copiosamente.Nesse tempo o rio Douro não tinha barragens para lhe moldarem a rudeza do carácter e lhe domesticarem as suas águas bravas.O Douro apenas obedecia às ordens da sua mãe: a Natureza.Para portuenses e gaienses o Natal de 1909 foi terrível. Na Madrugada de 21 de Dezembro detectou-se uma…

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A história de vergonha da Ilha do Frade

Dizer ilha é um pretensiosismo. Aquilo nem ilhota chega a ser. Quando muito trata-se de uma língua de terra, digamos assim, rodeada de água por todos os lados. Mas esta é a definição oficial para ilha? Então em que ficamos? Pronto, chamemos-lhe ilha – embora aquilo não passe de uma pequena reserva ornitológica situada na margem direita do no rio Douro no antigo sítio do Ouro, denominado, agora, oficialmente, de largo de António Calém. conhecida por “ilha do Frade”. A esta altura da crónica já estou a ouvir o leitor impaciente…

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